Laura é o primeiro robô cognitivo gerenciador de riscos do mundo

Desde que perdeu a filha, o arquiteto de sistemas Jac Fressatto resolveu desenvolver um robô que faz uso de inteligência artificial e tecnologia cognitiva para fazer o gerenciamento de dados da rotina de hospitais e emitir alertas.

A Laura, como foi batizada a tecnologia, já teve cerca de 1,2 milhão de pacientes conectados desde sua criação em 2016 e registrou a redução de 25% na taxa de mortalidade hospitalar. Além de salvar vidas, a tecnologia é um instrumento para otimização de tempo e recursos em saúde.

A tecnologia inovadora está implantada atualmente em seis hospitais do Paraná e Minas Gerais e também está em fase de implantação na Santa Casa de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e no hospital A.C. Camargo, em São Paulo. O objetivo da tecnologia é identificar de maneira precoce os riscos de infecção grave, a Sepse. O recurso faz o gerenciamento de dados da rotina do hospital e emite alertas. Além de mais de 1 milhão de pacientes conectados e uma redução considerável na taxa de mortalidade hospitalar, a robô chegou a salvar 10 vidas por dia.

Para se chegar ao número foram necessárias três etapas. Primeiro, foram selecionados os pacientes monitorados pela Laura em cinco hospitais, de outubro de 2016 (quando começou a funcionar) a dezembro de 2018. A partir desse levantamento, foram identificados os pacientes que receberam, pelo menos, um alerta gerado pelo Robô Laura que tenha resultado em abertura de protocolo de sepse ou a prescrição de antibiótico. Desses pacientes, os que receberam alta foram considerados salvos com a ajuda da Laura.

O diretor médico infectologista da Laura, Hugo Morales, afirma que esse tipo de inteligência otimiza o tratamento da criança e aumenta as chances de recuperação do pequeno. “O hospital é um ambiente complexo e as informações essenciais para a tomada de decisão encontram-se, geralmente, dispersas e desconectadas. O que esses números demonstram é que o Robô Laura conseguiu conectar os dados e transformá-los em ações por meio do uso de inteligência artificial. O Robô Laura empodera a equipe assistencial e melhora os fluxos de atendimento do paciente hospitalizado, resultando em vidas salvas. Quanto mais precoce o tratamento, maiores são as chances de melhora do paciente”, finalizou.

Movido pela dor da perda da filha e também pela oportunidade de diminuir esses números, o arquiteto de sistemas Jacson Fressatto criou o primeiro robô cognitivo gerenciador de riscos do mundo. O software lê as informações dos pacientes e emite alertas que são enviados a cada 3,8 segundos à equipe médica com o objetivo de sinalizar o quadro de pacientes com riscos de infecção generalizada, além de alertar com antecedência outros casos de deterioração clínica.

Fonte: https://www.hospitalar.com/pt/editorias/tecnologia-e-inovacao/1783-inteligencia-artificial-ajuda-a-salvar-dezenas-de-pacientes-por-dia

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